A segunda edição do Ciclo de Práticas Culturais Populares e Educação da UFSCar oferece em maio a segunda etapa de atividades em 2009, voltadas a reflexões sobre a sociedade africana.
A programação deste mês integra a V Semana Cultural Acadêmica Africana, organizada pela Comunidade Acadêmica Africana de São Carlos, que reúne hoje cerca de 50 estudantes.
A programação começa no dia 25, conhecido como "Dia da África", pois nesta data, em 1963, reuniram-se na Etiópia alguns líderes africanos, para traçar estratégias no processo de descolonização dos países da África.
Assim, no dia 25, às 9 horas, acontece a palestra "Como Amílcar Cabral pensava as questões do povo africano".
O convidado será Mario Biaguê, doutorando em Engenharia Elétrica da USP e natural de Guiné-Bissau.
O encontro apresentará o pensamento do líder africano Amílcar Cabral, que participou, em 1959, da fundação do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde. Cabral foi assassinado em 1973.
A palestra acontece no auditório do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar.
No dia 27, às 19 horas, acontece sessão em parceria com o CineUFSCar, com documentário sobre o músico Fela Kuti e sua participação na política africana. No dia 28, a programação continua, às 10 horas, com palestra sobre a cooperação técnico-científica entre Brasil e África, no auditório 3 da Biblioteca Comunitária (com apresentação de Norma Felicidade L. da Silva Valêncio, docente do Departamento de Ciências Sociais da UFSCar).
No dia 29, às 16 horas, outra palestra abordará a questão energética no contexto de desenvolvimento dos países africanos, na sala de projeções do Centro de Educação e Ciências Humanas da UFSCar (com apresentação de Orlando Silva, doutorando em Energias Renováveis na USP).
No mesmo dia e local, às 19 horas, acontece sarau literário.
E, no dia 30, as atividades serão encerradas com festa africana no Caaso (Centro Acadêmico Armando de Sales Oliveira, na USP), a partir das 22 horas.
O Ciclo de Práticas Culturais Populares e Educação da UFSCar visa difundir, com o apoio do Programa de Ações Afirmativas e do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros (NEAB) da UFSCar, a memória social e o patrimônio imaterial das culturas populares, povos indígenas, afrobrasileiros e africanos, por meio de ações culturais construídas pelos próprios estudantes pertencentes a esses grupos e comunidades.
Em abril, a primeira etapa abordou os povos indígenas.
Em agosto as ações serão realizadas pelo grupo de Capoeira Angola (Academia João Pequeno de Pastinha);
Em setembro, pelo grupo de danças brasileiras GiraFulô;
E, em outubro, ocorrerá uma mostra geral daquilo que for construído ao longo do ano por todos os envolvidos.