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Maratonista de São Carlos está dividida entre treinos e estudo por falta de apoio
Victória Gianlorenço é apaixonada por água desde os dois anos de idade. Aos oito, com incentivo dos pais, começou a treinar e a se dedicar aos esportes aquáticos. Dessa forma surgiu mais uma promessa do esporte brasileiro.

Torcedores
2 de Março de 2015

Com dedicação e aprendizagem, além de seu talento, conquistou diversos títulos nas categorias de base: pentacampeã paulista (2007/09/11/12/13), campeã em um torneio no Chile em 2009, além de participar do brasileiro profissional, ficando sempre entre as 10 melhores competidoras. Isso tudo antes de completar 21 anos! Passou pelo São Carlos Clube, SESI-SP, Clube Atlético Paulistano, e atualmente nada na equipe de medicina da USP.

Porém, Victória padece do mesmo problema que cerca a maioria dos atletas fora do futebol: a falta de patrocínio ou a escassez de apoio. Com isso mais um talento pode ser desperdiçado. À espera de ajuda ela acabou se dividindo entre os treinamentos e a faculdade de comunicação. Escolheu o Mackenzie, universidade que a concedeu uma bolsa de estudos.

Mesmo assim, a maratonista ainda estava sem um rumo. Chegou a entrar em depressão por causa da nova realidade entre ser nadadora ou estudante. Confusa, surgiu a oportunidade de um intercâmbio na Califórnia, no qual aprendeu um pouco da metodologia de treinos dos norte-americanos. “Lá você acha uma piscina em cada esquina, com uma equipe e um técnico pronto para te ajudar, apoiar. O país todo gira muito em torno do coletivo. Todo mundo se ajuda muito dentro de um time”, atestou Victória.

Em entrevista para o Torcedores.com, confira o que pensa e quais são os dilemas, da promessa brasileira que ainda sonha em viver da maratona aquática:

Os esportes aquáticos, no Brasil, quase sempre tiveram apoio ou do governo ou de empresas. Porém, visivelmente, mais às provas realizadas em piscina – sendo, na maioria das vezes, atreladas à natação. Por que optou pela maratona, uma modalidade pouco explorada por aqui?

Desde pequena gostava de nadar provas de longa distância, nunca gostei muito de nadar em piscina. Parece estranho, mas procurava algo mais desafiador com meus 8 anos idade. Meu primeiro clube, São Carlos Clube, apoiava esse tipo de atitude e competição, e logo comecei a fazer.

Você conquistou diversos títulos nas categorias de base da maratona aquática. Como conciliava o prazer do esporte com os estudos? Como era sua rotina entre a escola e as águas?

Desde 2009 a natação virou literalmente minha prioridade. Era difícil conciliar esporte, estudo e vida social, mas lutava, e consegui pelo menos terminar a 8ª série em uma escola boa. No 1º colegial, conversei com meus pais e resolvemos juntos que eu ia doar tudo que podia para natação. Sendo assim, passei a estudar à noite em uma escola pública, onde literalmente não estudava nada. Com 15 anos tinha meu salário e realmente queria viver da natação, porém, nunca quis deixar de estudar.

E a rotina hoje em dia, no qual treina e faz faculdade?

Sempre tive tudo bem programado na minha cabeça. Sabia que queria prestar uma faculdade, e também sabia que ela seria o Mackenzie, por se tratar de uma faculdade que apoia o esporte. Logo que passei foi um choque, porque o primeiro semestre (do curso de jornalismo) era de tarde, horário o qual treinava. Conversando com os técnicos resolvemos que treinaria de manhã, e depois que voltasse da faculdade. Resumindo, não tive vida nesse semestre todo. Foi bem difícil lidar com essa nova vida universitária. No final do ano saí do SESI-SP e fui para um clube que me dava mais espaço para os estudos também, assim tudo foi se resolvendo. Hoje em dia consigo lidar com a situação bem melhor, não fico mais desesperada como antigamente.

Seu maior sonho era atravessar o Canal da Mancha. Continua com o mesmo desejo ou tem outro? Por quê?

Tenho muitos sonhos, mas o mais próximo de mim é o Canal. Realmente estou certa de que quero isso, por isso estou lutando com unhas e dentes atrás disso. Se dependesse só de mim ele estaria sendo conquistado agora mesmo.

Atualmente você treina a parte, sem a ajuda de um patrocinador. Quais são as principais dificuldades para conseguir o apoio de uma empresa, uma vez que, em 2016, os Jogos Olímpicos acontecerão no Rio de Janeiro? Por que as empresas relutam em participar da formação de, no caso, uma jovem atleta?

Acredito que isso é um problema do nosso país mesmo. As pessoas aqui não pensam muito em ajudar o próximo a conquistar um sonho. Hoje vejo que já melhorou muito, mas precisamos de mais, muito mais. Busco um sonho, ele custa muito caro, mas o que é importante para mim pode não ser para essas empresas. É tudo um jogo de marketing, então, temos que planejar muito bem o nosso projeto.

A falta de patrocínio está atrelada à questão da corrupção no Brasil? Ou a dificuldade é ainda por os brasileiros estarem mais interessados em futebol?

Está tudo muito atrelado. Infelizmente, nosso país gira em torno da politicagem, não dá para fugir disso. Sobre o futebol, não gosto de falar muito, porque acho realmente muito triste ver um jogador ganhar bilhões, e um atleta de qualquer outra modalidade sofrendo para ganhar R$900,00 do próprio governo. Sou são-paulina roxa, mas isso é algo que me deixa muito triste, ver essa desigualdade.

Recentemente você morou por uma temporada nos Estados Unidos, mais precisamente na Califórnia. Foi atrás de apoio? O que buscava lá?

A iniciativa foi porque passei por um momento muito delicado da minha vida (depressão), o qual me deu uma iniciativa de sair um pouco daqui e viver algo novo. Fiz um curso de inglês na San Diego State University (SDSU) e também treinei com o técnico da faculdade, o qual me deu o apoio que precisava. Acendeu em mim uma vontade que estava meio apagada, após essa fase complicada na qual passei.

Quais as principais diferenças que notou entre Brasil e Estados Unidos na preparação de um atleta ainda “amador”? Você tem esperança de que um dia os brasileiros estarão próximos ao patamar dos norte-americanos na questão do esporte em geral?

Notei uma diferença vibrante, gritante. Quando pisei nos EUA tive a certeza de que nasci no país errado. Lá você acha uma piscina em cada esquina, com uma equipe e um técnico pronto para te ajudar, apoiar. O país todo gira muito em torno do coletivo. Todo mundo se ajuda muito dentro de um time, não existe essa de um passar por cima do outro, como aqui no Brasil. Acho que estamos muito longe. Para ser sincera, não tenho muita fé no nosso país não, apesar de amar o Brasil.

A maratona aquática demorou a ser considerada uma modalidade olímpica. Desde 2008, nos jogos de Pequim, a prova é disputada valendo medalhas. Esse fator é motivador a você? Disputar uma Olimpíada faz parte dos teus planos?

Claro que Olimpíada é sonho de qualquer atleta, já foi o meu também. Mas essa viagem me fez pensar em muitas coisas, e hoje me vejo com outros planos, e as Olimpíadas não faz mais parte deles. Busco algo mais. Um retorno pessoal supera qualquer coisa, faço por amor mesmo.

Às vésperas das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, é possível sonhar com sucesso em alguma modalidade que não seja o futebol (ou até mesmo o volêi)? Por quê? Mais uma vez teremos glórias somente em esportes olímpicos tradicionais aos brasileiros, como natação ou judô, ou haverá surpresa?

Acredito no potencial dos atletas brasileiros. Em casa talvez seja até mais instigante. Porém, é algo que não tem como saber. Realmente só esperar e torcer. Mas, tem esportes que eu, particularmente, acho que vão surpreender.

Hoje você vive um dilema: ou arruma um patrocínio, ou terá de abrir mão do esporte para se dedicar aos estudos de comunicação. Como lida, com tão pouca idade, com essa questão?

Até que lido muito bem. Sou uma pessoa bem focada e racional nesse sentido. Estou lutando muito, mas se não der, paciência, tenho minha faculdade. Sou muito confiante, acredito que vou conseguir.

O nome mais conhecido da maratona aquática brasileira é Poliana Okimoto, campeã mundial na modalidade em 2013. Ela serve de inspiração? Dois anos depois, o que representa a conquista dela para você e para outros atletas que sonham em alcançar o sucesso defendendo o Brasil?

A Poliana é uma inspiração, claro, porém, atualmente, tenho como exemplo a Ana Marcela Cunha (maratonista aquática). Ela é minha amiga, uma pessoa que realmente luta, sonha, e conquista tudo que almeja. Tenho muitos atletas-espelho. Neles, procuro sempre força, garra. Para mim isso é o que um atleta tem que mostrar, antes de qualquer título, até mesmo antes de defender as cores do Brasil.

Quem são seus ídolos? Em quem se inspira?

Além da Ana Marcela Cunha, Mick Fanning, Ayrton Senna e Michael Jordan. Tenho uma lista, mas esses são os principais.

Em breve o público verá Victória Gianlorenço ganhando campeonatos e medalhas, ou apresentando algum programa esportivo? Por quê?

Acho que primeiramente verão a entrevista de Victória Gianlorenço se preparando para o Canal da Mancha. Depois, a emoção dessa travessia e, quem sabe, depois, essa atleta não passe a ser uma apresentadora de algum programa esportivo, radical e inspirador?

Se a sua especialidade fosse provas disputadas em piscinas acredita que teria mais facilidade de arrumar patrocínio? Por quê?

Acredito que esse não é o problema. Vejo que a maratona aquática cresceu bastante, afinal, somos número 1 do mundo, coisa que natação de piscina não é. 

Por Douglas Almasi Santos
Foto: Reprodução

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