Os reitores da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), após reunião nesta segunda-feira (6) com o ministro da Educação, Fernando Haddad, informaram ter dúvidas sobre questões operacionais do novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Um dos pontos mais obscuros, segundo o vice-presidente da instituição, Edward Madureira Brasil (UFG), é a segurança da prova.
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O MEC (Ministério da Educação) prometeu remeter um documento na próxima quarta-feira (8), esclarecendo as principais dúvidas dos reitores.
"Nos preocupa a forma de aplicação e a segurança de todo o processo. O Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira, que realiza o Enem] tem um nível de segurança diferente do de um vestibular", afirmou. De acordo com Brasil, como o Enem, até o ano passado não selecionava alunos para as universidades federais, os vestibulares tinham um "aparato de segurança" maior.
Outra dúvida sobre segurança do novo Enem, de acordo com o vice-presidente da instituição, é com o monitoramento dos chamados "pilotos", pessoas que fraudam os exames realizando a prova no lugar de terceiros.
Outro ponto obscuro
O segundo ponto que mais precisa de esclarecimentos, de acordo com Brasil, é como o candidato fará a opção pela universidade que vai estudar. O MEC afirma que, com a prova de acesso à universidade unificada, estudantes poderão migrar por todo o território.
"A mobilidade é interessante, mas há limites. Se ela for excessiva, pode inviabilizar o acesso de pessoas da própria região à universidade", argumenta.
As federais pretendem participar do processo de construção da nova prova, em um comitê gestor. Na opinião de Brasil, o exame deve ser implantado ainda este ano. "Não posso dizer quantas universidades vão aderir no primeiro momento. Acredito que teremos adesões, mas seria prematuro dizer."