Uma nova reunião realizada na tarde de ontem entre o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e o Fórum das Seis que representa funcionários e professores das três universidades estaduais-- terminou sem acordo. Os funcionários de USP, Unicamp e de seis campi da Unesp já estão em greve por melhores salários.
Segundo comunicado divulgado pelo Cruesp na manhã desta quarta, os reitores mantiveram a proposta de reajuste de 6,57% já divulgada na semana passada. Apesar disso, os funcionários das três universidades recusam o acordo e afirmam que a proposta manteria a quebra da isonomia salarial entre professores e funcionários.
De acordo com os funcionários, isso acontece porque a proposta não estendeu aos funcionários o aumento salarial de 6% concedido anteriormente aos docentes.
Apesar da recusa pelos funcionários, a categoria deve realizar novas assembleias a partir de hoje para discutir o andamento da greve.
Estão com as atividades interrompidas a USP, a Unicamp, e os campi de Bauru, Assis, Ilha Solteira, Jaboticabal, Rio Preto e Marília da Unesp. Os funcionários de outros campi da Unesp estão com indicativo de greve e podem aderir ao movimento nos próximos dias.
Ano passado
No ano passado, uma greve iniciada por funcionários da USP também em 5 de maio ganhou a adesão de professores e estudantes um mês depois, após a Polícia Militar ter sido chamada pela então reitora Suely Vilela para impedir piquetes dos servidores em prédios como a reitoria.
A greve durou 57 dias e foi marcada por um conflito entre a Força Tática, de um lado, e estudantes e funcionários, do outro, que deixou ao menos dez feridos. A paralisação terminou em 22 de junho sem que as principais reivindicações da categoria fossem atendidas.